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Avante, avante Porciúncula!

Rodrigo Santiago
Rodrigo Santiago

 Coluna do Rabugento: Por Rodrigo Santiago

                                                         

       12253_792856900746084_4646699303244353242_n  Avante, avante Porciúncula!

Cheguei a Porciúncula pra morar em 1981, aos 6 anos, vindo de Itaguaí, onde nasci. Vinha a passeio desde sempre, pra visitar meus avós, embora eu saiba que “desde sempre”, para uma criança de 6 anos, não representa muito tempo. Meus primeiros amigos foram os filhos do Dirceu: Luciano, Marcelo e Aurélio, que debochavam do meu sotaque carioca, o qual me vi forçado a abandonar. Foi o primeiro búlim que sofri na vida. (Escrevo búlim assim de propósito, não gosto de termos ingleses).

As lembranças mais antigas como morador são de 1982, acho que por causa da copa do mundo. Nós (as crianças da época) rodávamos a cidade toda com as bicicletas enfeitadas de fitas verde-amarelas atrás de figurinhas da copa, que vinham num chiclete, acho que chamava Ping Pong ou Ploc. Ali, certamente, minhas primeiras cáries foram formadas, pois para cada chiclete vinha uma única figurinha, e imagine só o “trabalho” que dava pra completar um álbum.

Lembro que os fornecedores preferidos eram os bares do Seu Nelson e do Antônio Augusto, onde hoje é a praça. Antes não era, passava uma rua bem na porta dos bares e das agências bancárias. Se não me engano, era a única rua asfaltada da cidade. Ali no meio tinha um cinema, onde me lembro de ir ver filme dos Trapalhões.

Nossa primeira residência na cidade foi na Rua São Sebastião, casa que alugamos do Natinho e da Leniara. Muito legal aquela casa, tinha um quartinho elevado que parecia uma casa na árvore, e dava vista privilegiada para o estádio municipal, que chamávamos apenas de Campo. Na casa da frente, mais 2 amigos, os irmãos Izalininho e Fabinho, que a gente apelidou de Fiuí, porque ele não sabia assobiar. Na verdade, vários amigos naquela rua: Sumara, Fabiano Motta, Vítor Barroso, Zé Augusto, Diel, Wellington Porquinho e a Juliana que acabou casando com o Wellington Porquinho. Provavelmente me esqueci de citar alguém.

Aprendi a nadar no Caça e Pesca, no rio Carangola e no açude do “Seu” Evandro, com meus amigos aventureiros. Tínhamos 8 ou 9 anos, uma bicicleta cada um e o único limite de distância que existia para nós era o cansaço. Até onde agüentávamos pedalar, íamos com destemor. E irresponsabilidade admirável.

São pequenas e valiosas lembranças. Tenho muitas mais, que talvez eu conte em outro dia, outro contexto ou outro fórum.

Fiz o exercício de escrever essas memórias agora porque nossa cidade acabou de fazer aniversário. Cinqüenta e poucos anos, não sei exatamente quantos, mas acho também que não importa. Coincidência, essa jovem senhora tem idade parecida com Brasília, onde moro atualmente.

Pela data especial, minha cidade merecia um texto bacana, pomposo como os versos do seu hino (“… são os louros do passado, a semente do porvir…”), que é lindo e até hoje eu sei de cor.

Podia falar dos porciunculenses mais ilustres, ou dos mais folclóricos. São muitos, nossa cidade tem vocação para o sucesso e para histórias inacreditáveis! Estamos em Brasília, São Paulo, Suíça, Itália. Estivemos na Grécia, Peru, Amazônia, e alguns de nós ainda vai à trabalho para Nova Iorque ou outros lugares chiques assim. Porciunculenses são ousados e destemidos.

Podia reclamar ou elogiar os políticos da cidade, que têm cuidado mal ou bem dela. Assunto tão polêmico quanto chato.

Mas minha pequenez só me permite falar das lembranças que carrego comigo. Dessa cidade que me formou como cidadão e homem de bem, guardo lembranças essencialmente carinhosas, muita saudade, e uma vontade enorme de retornar pra ficar, que infelizmente ainda não posso realizar.

Desejo que nossa cidade possa comemorar muitos aniversários mais, com o mesmo brilho de sempre, e que, em especial, possa se livrar um dia de todos os traficantes de droga, que são os maiores inimigos que temos hoje.

Parabéns Porciúncula!

PS: A foto que ilustra este post foi tirada por mim, semana passada, na varanda da casa dos meus pais. Fiz uma visita relâmpago pra visitá-los, comer um sanduíche no Élder e comprar um estoque de Mineirinho pra beber em Brasília, pois aqui não tem.

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