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Aves ornamentais: Embelezam e são um bom negócio

A criação de aves ornamentais, como a Sedosa do Japão, que antes encarada como hobby, hoje já é vista como bom negócio. 

A criação de aves ornamentais, que até bem pouco tempo atrás era considerada luxo ou útil apenas para embelezar e dar vida ao quintal ou jardim, hoje já é vista com outros olhos e pode trazer mais benefícios e vantagens do que você pensa.

Úteis, pois além de adubarem o solo resolvem o problema de pragas indesejáveis, como formigas, aranhas e até escorpiões nas áreas onde vivem, algumas espécies passaram a ter bom valor de mercado, não só pela utilidade, mas também por sua beleza, fácil manutenção, resistência à doenças e alta produtividade.

A Sedosa do Japão “Dona Branca” e sua prole, procurando bichinhos em nosso jardim. Foto: Val de Oliveira

Uma das raças de aves ornamentais mais valorizadas atualmente é a Sedosa do Japão. Dócil, curiosa e com temperamento tranquilo, é uma das raças mais indicadas para se criar em pequenas propriedades ou  jardins, pois diferente de algumas espécies de aves, não tem, por exemplo,  a voracidade das galinhas comuns, podendo facilmente ser criada solta sem que destrua plantas indiscriminadamente, bastando para isto, que haja grama em seu habitat e não falte sua ração (preferencialmente milho picado).

Características da Sedosa do Japão:

Conhecidas internacionalmente como Silkie ou Morosota, esta é uma raça de galinha natural da Ásia, conhecida principalmente por conta da plumagem macia. Para os japoneses, a plumagem do animal remete à seda pois suas penas parecem pelos.
Entre algumas características incomuns, estas aves possuem ossos com tons de azul escuro, lóbulos das orelhas azuis e cinco dedos em cada pé. Outra característica é um tufo de penas na cabeça e nas pernas. o macho pesa em média 2,0 kg e a fêmea 1,8 kg.

Por seu temperamento calmo e amigável, são criadas como animais de estimação em muitos locais da Ásia. Foto: Val Oliveira

Com um custo de manutenção baixo e de fácil procriação, a criação de galinhas do tipo Sedosa do Japão cresceu tanto, que há bem pouco tempo, os criadores não comercializavam suas crias, se limitando a por à venda, apenas os ovos galados de suas matrizes.

Uma prova disto pode ser constatada na internet, onde a oferta de ovos da Sedosa do Japão é infinitamente superior a oferta de aves adultas ou jovens.

Um bom local para você ter uma ideia de preço em sua região, é a Internet, através de sites como Mercado Livre ou OLX, lembrando sempre, que o preço mostrado, não inclui a despesa de frete para a entrega.

Veja uma página do Mercado Livre printada da internet:

Os preços dos ovos ou das aves oscilam muito, dependendo da região e do frete a ser pago pela pessoa interessada. Em média, a dúzia de ovos galadas varia entre 40 a 100 reais (mais frete), o pintinho varia entre 20 a 30 reais, cada e o casal jovem, entre 170 a 200 reais (mais o frete).

Um filhote de Sedosa do Japão com cerca de 1 mês de nascido, não custa menos que 30 reais, (isto sem contar o frete) Foto: Val Oliveira

É importante ressaltar que, dependendo do porte, tipo ou plumagem da ave o preço pode ser ainda maior. Outro fator que pode agregar valor de revenda da ave é sua excentricidade ( temos aqui, por exemplo, uma “família” que adquirimos no Alto Caparaó, descendente de uma cruza entre Sedosa com pescoço Garnisé Pescoço Pelado, que é a de maior valor para venda e a mais procurada por criadores, com pintinhos comercializados a 40 reais a unidade.

As filhotes “Maiara” e “Maraisa” já estão reservadas e vão para o município mineiro de Dona Euzébia quando completarem 1 mês de vida. Foto: Val Oliveira

Para quem cria como passatempo (nosso caso, por exemplo, que iniciamos o plantel com apenas dois casais), o que começou com o intuito de decoração de nossa chácara, em menos de 2 anos já passou a ser  um hobby auto sustentável, pois o excedente da produção é comercializado quase que imediatamente assim que é anunciado  na internet. (Cobrindo inclusive, o custo de manutenção de nosso outro hobby, que é a criação de garnisés).

O casal de garnisés “Pidão” e “Picpic” são os nossos preferidos e considerados top de linha da chácara. Inegociáveis. Foto: Val Oliveira

 

Para você começar a sua criação, a dica é que se tenha, no mínimo, duas galinhas e um galo, pois essas aves precisam de companhia. Esse número pode ser aumentado de acordo com seu espaço e disponibilidade de tempo para cuidar, já que é recomendável que se coloque água e ração para as aves, se possível, uma vez por dia.

Deve se observar, que para  criar as aves soltas, é necessário que seu quintal seja murado ou que possua uma tela em torno da área onde se deseja deixar as aves.

Uma coisa importante deve ser observada: Se você não deseja aumentar o número de aves em seu quintal, e pretende cria-las soltas, fique sempre atento por onde andam suas galinhas, pois as mesmas costumam colocar ovos onde você nem imagina e depois desaparecer, só retornando após 21 dias, com uma prole de até 10 lindos filhotinhos, o que fará você se apaixonar e quando menos perceber, seu quintal estará parecendo um Jurassic Park em miniatura.  (Eu mesmo caí nesta armadilha e temos hoje em nossa chácara, quase 200 filhotes! ).

Para que não se tenha uma superpopulação de aves em seu quintal, aconselha-se que você recolha a maioria dos ovos e os consuma. (isto, se você conseguir localiza- los, rsrsrsrs).

E aí? Bora povoar o pedaço e enfeitar o seu espaço?

Val de Oliveira / Blog do Tribuna

 

 

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