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Campanha de vacinação contra a gripe

Tudo o que você precisa saber sobre a campanha de vacinação contra a gripe em 2018. 

A campanha de vacinação contra a gripe vai até o dia 1º de junho e não será aberta para a toda a população. Ela tem um público-alvo definido pelo Ministério da Saúde, que inclui idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, como cardiopatias.

Segundo estudos, a vacinação contra a gripe pode reduzir de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% da mortalidade global e em, aproximadamente, 50% as doenças relacionadas à influenza.

O público alvo desta campanha são idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, como cardiopatias. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

 

Confira abaixo perguntas e respostas sobre a vacinação

Todo mundo poderá tomar vacina na campanha?

Não. A campanha é destinada a um grupo prioritário. Veja quem vai tomar gratuitamente:

– pessoas a partir de 60 anos

– crianças de seis meses a menores de cinco anos

– trabalhadores de saúde

– professores das redes pública e privada

– povos indígenas

– gestantes

– mulheres até 45 dias após o parto. Elas terão que apresentar comprovação da condição clínica (certidão de nascimento da criança, declaração de nascido vivo ou carteira de vacinação do bebê)

– presos ou jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas

– os funcionários do sistema prisional

– portadores de doenças crônicas não transmissíveis, como asma, diabetes, cardiopatias (hipertensão arterial leve não se enquadra nesse caso), insuficiência renal ou enfizema. Outras condições clínicas especiais também devem se vacinar, como pacientes com HIV ou doenças autoimunes. Esse público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação.

– pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

É preciso tomar a vacina todo ano?

Sim. Para quem faz parte dos grupos alvo, é preciso atualização da dose anualmente, em virtude das mudanças de cepas dos vírus influenza.

Quantas doses da vacina a pessoa precisa tomar?

O esquema é recomendado de acordo com a idade do paciente: duas doses para crianças de seis meses a 8 anos de idade que nunca tenham sido vacinadas contra a gripe; e dose única para pacientes a partir de 9 anos.

No caso da criança que tomará pela primeira vez, ela tomará a segunda dose 30 dias depois da primeira. Segundo Cristina Lemos, os postos guardarão doses para a segunda etapa de vacinação dessas crianças.

– Os pais podem ficar tranquilos porque os postos terão vacinas para a segunda dose. E é importante tomar a segunda. Só assim a criança que nunca tomou essa vacina antes ficará protegida. Ano passado, tivemos casos de mães que não trouxeram os filhos aos postos para a segunda dose – explicou Cristina.

Se estou com febre, posso tomar a vacina?

Para pessoas que tenham apresentado febre recente, recomenda-se adiar a vacinação até que o estado de saúde melhore.

Se estou com uma infecção como pneumonia ou sinusite, posso tomar a vacina?

Deve-se passar os dias iniciais da infecção antes de tomar a vacina. Isso porque outros sintomas do quadro podem aparecer e eles acabarão sendo atribuidos à vacina. Além disso, o sistema imunológico estará combatendo a infecção, o que pode fazer com que não se aproveite adequadamente a vacina.

Passados os primeiros dias e com a melhora do quadro, pode-se tomar a vacina, mesmo que se esteja tomando antibiótico.

Quem tem uma doença neurológica pode tomar a vacina?

Portadores de doenças neurológicas e síndrome Guillain-Barré devem consultar um médico antes de tomar a vacina e seguir suas orientações.

Posso tomar junto com a vacina contra a febre amarela?

Sim.

Meu filho pode tomar a vacina contra a gripe junto com as outras vacinas do calendário?

Sim.

Tenho alergia a ovo, posso me vacinar?

Não. Pessoas com história de alergia grave e prévia a ovo ou a algum outro componente da vacina não devem se vacinar.

Quem tem câncer pode tomar a vacina?

O médico que está acompanhando o paciente é quem deve avaliar a indicação da vacina. Há casos em que o paciente não pode ficar em aglomerações, por exemplo.

Quantas pessoas devem ser vacinadas no Rio?

O público-alvo no Rio é de 4,5 milhões de pessoas. O estado vai receber 5 milhões de doses do imunizante.

Já na capital, a meta é vacinar 90% dos grupos-alvo recomendados da campanha, que representam cerca de 1,4 milhão de pessoas.

Qual o horário de funcionamento dos postos de vacinação?

Os postos de saúde funcionam de segunda a sexta-feira das 8h às 17h.

A campanha vai até que dia?

Vai até o dia 1º de junho.

Quando será o Dia D da campanha?

Será no dia 12 de maio, quando postos extras serão montados em toda a cidade para facilitar o acesso da população e haverá reforços nas equipes de vacinação nas unidades.

A vacina vai proteger contra quais subtipos do vírus?

Ela protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS, (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).

Neste ano, apenas a cepa da influenza A (H1N1) não foi alterada: A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09; A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2); e B/Phuket/3073/2013.

Pode-se pegar gripe pela vacina?

Segundo o Ministério da Saúde, isso não é possível. A vacina contra a gripe é feita com o vírus morto. Portanto, é 100% segura e incapaz de provocar a doença nas pessoas que são vacinadas.

Quem tomar a vacina pode ter alguma reação adversa?

Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. São manifestações consideradas benignas, e os efeitos costumam passar em 48 horas.

A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para orientações.

FONTES: Cristina Lemos, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio; Secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro e Ministério da Saúde


Fonte: O Globo

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