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Caso do menino atacado por tigre em zoológico no Paraná: Pai demonstra negligência em entrevista de TV

 “Quando eu vi a situação, eu vi que estava sob controle…”

O caso da criança que teve um braço amputado após sofrer ataque de um tigre no zoológico de Cascavel, interior do Paraná, ganhou um novo capítulo neste domingo (3).

O menino
 Sob o olhar do pai, o menino acaricia o animal

Em entrevista ao Fantástico, Marco Carmo Rocha, pai da criança, visivelmente transtornado com o caso, negou que tivesse incentivado a criança a “brincar” com o animal, mas deixou transparecer sua negligência no acidente.

O pai
Marco Carmo Rocha, o pai

Antes de ser atacada pelo tigre, a criança já havia “brincado com a sorte” com um leão. O menino havia tentado alimentar o animal com um osso de galinha, que guardara no bolso, depois de almoçar, para levar para os cachorros da família.

Antes de ser atacado pelo tigre, o menino já havia
Antes de ser atacado pelo tigre, o menino já havia interagido com um leão

O fato de o leão ter ignorado a criança fez com que ela voltasse a ultrapassar o limite do perigo, com outro animal, minutos depois. “Quando eu vi a situação, eu vi que estava sob controle. O leão estava muito tranquilo com ele e as pessoas envolvidas com a situação de certa maneira assim, gostando, eu digo. O leão estava muito manso, eu estava prestando atenção nele, cuidado dele, com o pequeno no colo, mas achei uma situação tranquila”, afirmou Rocha.

A declaração do pai da criança mostra sua negligência no caso, afirmando ser uma“situação tranquila” o fato de seu filho ter ultrapassado o limite permitido aos visitantes e tentado alimentar o leão, duas ações proibidas. “Ele estava muito tranquilo, manso, as pessoas que estavam em volta se envolveram como uma coisa bacana, curtindo a situação”, completou Rocha, demonstrando total falta de noção do perigo.

Sem noção do perigo, o menino acaricia o animal
Sem noção do perigo, o menino acaricia o animal

Antes de a criança voltar a pular a grade de proteção, desta vez para “brincar” com o tigre, o pai, de acordo com a entrevista concedida ao Fantástico, disse para que ele não entrasse mais na área proibida. “Eu falo com ele sempre de uma maneira muito calma, quando ele saiu eu falei para que ele não entrasse. Por várias vezes ele entrou e eu falei para ele não entrar”, disse.

A prefeitura de Cascavel, responsável pelo zoológico, no entanto, em nota oficial, afirmou que “segundo integrantes da equipe de cuidadores, o menor foi incentivado pelo próprio pai a correr em volta da jaula, dentro da grade de proteção, provocando o animal. O pai ignorou todas as placas de alerta para evitar se aproximar do local e não ouviu apelos de quem o observava para cessar a brincadeira”.

O menino de 11 anos teve o braço amputado na altura do ombro, devendo receber alta nesta terça-feira (5). Já Marco Carmo Rocha, o pai, detido na quarta-feira para prestar esclarecimentos, sendo liberado em seguida, ainda pode responder pelo crime de lesão corporal – a Polícia Civil investiga se o acidente foi causado por sua omissão ou da guarda do zoológico.

O delegado encarregado de apurar o caso vai analisar as imagens do ataque para decidir se indicia o pai, Marcos do Carmo Rocha, de 43 anos, por lesão corporal grave.

Como consequência dos ferimentos, o menino teve o braço direito amputado, na altura do ombro.

A polícia apura ainda se o acidente foi causado por omissão do pai ou da segurança do local. De acordo com o delegado, quando o responsável é omisso, ele responde pelo resultado, que no caso foi uma lesão corporal grave. Além disso, Merino informa que o pai e a guarda patrimonial — caso tenha visto a cena — podem responder pelo crime. A pena é de dois a cinco anos.

Em entrevista, Marcos disse que alertou o filho sobre o perigo de estar perto do animal, mas a criança estava empolgada. “Quando eu vi, foi que eu falei para ele não fazer isso, mas ele estava empolgado.”

No ataque, o pai contou que fez de tudo para que o tigre largasse da criança de 11 anos, chegou a colocar a mão na boca do tigre e enfiar os dedos em seus olhos. “Tentei fazer o que pude pelo meu filho.”

O pai tira o menino ferido do local
O pai tira o menino ferido do local

Além disso, Marcos lembrou que a primeira coisa que Vrajamany disse ao saber que o braço estava amputado era que não matasse o tigre. “Sem o braço! Ele só pensou no tigre, em primeiro lugar.” O zoológico já descartou a possibilidade de sacrificar o animal. Marcos e o filho de 11 anos são moradores de São Paulo e vieram a Cascavel para visitar o menino de três anos, que mora na cidade com a mãe.

O delegado tem o prazo de 30 dias para concluir as investigações.

 

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