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Clara Cristofore: “O câncer me fez mudar planos…”

Clara Cristofore: “O câncer me fez mudar planos e roubou sonhos, mas me forçou a realmente viver, antes eu só “existia”.”

Parece estranho dizer “vivendo o câncer ” se praticamente se pensa em morte quando se fala de uma doença dessa, mas se souberem um pouquinho do que tenho vivido vão entender.
Aos 13 anos percebi um carocinho na mama direita e que logo na companhia de minha mãe fui ao médico, este me passou uma medicação e sendo que não resolveu, retornei pra outra consulta e me instruiu que acompanhasse até engravidar e se ao amamentar não sumisse, teria de retirá-lo.Em 2000, estava com 22 anos tive minha filha que teve uma parada respiratória assim que nasceu, ficou na UTI por uma semana e por isso não amamentei muito, ela tinha dificuldade pra sugar.Assim que parei de amamentar procurei um médico que retirou o nódulo. Graças à Deus era benigno! Meses depois estava eu novamente com outro caroço e dessa vez o médico achou que fosse por causa da cicatriz, fiz uma ultrassom e como era outro fibrodenoma me instruiu somente acompanhar.

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Clara Cristofore: As fases e as faces de uma mesma bela guerreira. Fotos: Arquivo pessoal.

Em 2003 comecei trabalhar na área da saúde e como me preocupava sempre mostrava aos médicos aquele nódulo.Passei por momentos difíceis por causa de uma depressão, tive que aprender a lutar contra o invisível que pra mim era muito ‘real’. Não aguentava ter que ver minha filhinha tão pequena me vendo chorar, me colocando em seu colo e enxugando minhas lágrimas, mas com a graça do Pai consegui ir me recuperando aos poucos com Sua ajuda, da família e amigos.resolvi até fazer um curso de técnico em enfermagem em 2005 que me ajudou muito e já me sentia tão bem que voltei a trabalhar, só que em outro setor!

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E assim chegou o tão esperado estágio no hospital, eu parecia sentir que teria que passar por isso tudo, confesso que olhava até pra outro lado quando passava pela oncologia. Tinha pavor ! Todas as vezes que pegava uma papeleta de paciente e percebia que era da oncologia chegava ter um arrepio, porém minha vontade era ficar mais tempo cuidando dos pacientes, como saía dali me sentindo tão leve de ver aqueles sorrisos! Os estágios encerraram e o curso me fez tão bem que acabei voltando pra meu serviço na saúde! Tantos planos e com eles mais uma vez aparece um nódulo do tamanho de um grão de feijão, daqueles bem pequeno, dessa vez com uma consistência diferente dos outros dois.Como estava de volta ao trabalho pedi o médico da unidade que fizesse um pedido de mamografia pois já era o 3° nódulo e o aspecto era totalmente sólido. Ele fez e rapidinho marcaram. Fiz o exame e me lembro que enquanto a técnica via se as imagens tinham ficado boas em outra sala, eu olhava e lia umas mensagens.Não sei explicar mas senti algo que me dava medo.

Até aquele resultado chegar as vezes eu comentava de minha preocupação no trabalho e é lógico que a frase que a gente sempre escuta é “não vai dar nada grave, vc vai ver “. Dias se passaram e o laudo veio pedindo uma ultrassom que também não demorei pra fazer, logo o médico falou pra entregar pro meu ginecologista porém não precisava preocupar que era um “nódulo normal”. A coitada da criatura aqui chegou respirar aliviada.Aí que tá… mostrei pro ginecologista, ele resolveu fazer uma punção que não saiu nada e já que o laudo não deu nada grave me disse: “não vou retirar, até porque você tem facilidade pra ter nódulos, vai encher o peito de cicatrizes.”
Como não tinha condições de pagar e disseram não ser grave resolvi aguardar mais um pouco, mas o tal “nódulo normal” não fez o mesmo e crescia… fim do ano resolvi que ia dar um jeito mas minha irmã do meio resolve marcar o casamento e como eu tinha medo de ser grave quis esperar, o casamento que seria em janeiro acabou que foi em março. Assim que passou o casamento marquei uma ultrassom com um médico que havia trabalhado comigo e de minha confiança.Ele ficou tão assustado quando me fez o exame que nem precisava dizer nada, só de ver seu olhar me deu um nó na garganta. Ele disse que precisava operar urgente e precisaria de um patologista junto. Eu pedi uma semana pra organizar minha vida no serviço e pra arrumar o dinheiro. Tinha ido sozinha e como o motorista da ambulância me conhece nem perguntou nada, acho que meu semblante falava por mim. Chovia muito naqueles dias e a ambulância agarrou, enquanto a paciente que estava atrás reclamava eu dizia sorrindo que quem me dera se aquele fosse meu maior problema.Me lembro que tava uma noite linda e falei :” Tá vendo, se a gente não tivesse parada aqui nem ia ver esse céu tão estrelado!” Conseguimos ajuda e quando cheguei em casa, pra minha surpresa estava meus pais e minhas irmãs chegaram juntas, já entrei chorando e dizendo que se preparassem para o pior, mas que não se preocupassem porque meu choro era só pra desabafar. Tentaram me acalmar dizendo que não era assim, mas eu sabia.
Uma semana depois lá estava eu pra operar. Assim que saí do centro-cirúrgico o doutor me dá a notícia que teria de retirar minha mama, senti uma lágrima escorrer e ele logo a secou com um gesto carinhoso. Disse que voltava depois pra conversar com a família.
Que ironia no mês que se comemora a luta contra o câncer eu receber uma notícia dessa !
Subiram comigo, a rampa parecia até maior, enfermeiras me dando apoio e quando cheguei no quarto já cheguei dizendo pra minha família não se preocupar pois eu estava bem e não me importava de perder a mama , se fosse pra ficar viva podia tirar até o braço porque precisava criar minha filha !Minha mãe perguntou se queria tomar os remédios de depressão que havia parado pra fazer a cirurgia e eu respondi que se não tinha morrido ou tido um infarto quando soube do câncer, não precisava mais e de fato não precisei. Não sei de onde tirei tanta força. Aliás, dá… Deus ! Só que não imaginava que tinha tanta fé assim. No outro dia desci novamente pro Centro cirúrgico e passei muito bem na cirurgia. Lembro que acordei da anestesia agradecendo à Deus.
Uma semana depois já estava na SMS pra cuidar das papeladas e exames pra começar o tratamento. Pedi minha amiga pra cortar meu cabelo que estava na cintura, ela com uma dó! Fiz a primeira quimio em maio e passei muito bem. A segunda quimio caiu no dia do meu aniversário e como presente cheguei em casa com um bolo de cabelo embolado do lado pq tinha começado a cair. Tinham preparado uma festinha surpresa e fiquei muito feliz! Tentei ficar mais uns dias com o cabelo mas não teve jeito, quando lavei as mechas saiam junto com a espuma, cada mecha era um choro, joguei tudo num canto e não tive mão pra retirar.Enxuguei as lágrimas e saí do banheiro, pedi minha mãe pra retirar o cabelo e fui deitar. Não imaginava uma cena tão dolorosa, nem me ver sem a mama doeu tanto.

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Tive que aprender a lidar com mais isso, coloquei um bonezinho pra sair de casa e força e fé ! Fiz as 6 sessões de quimioterapia de 21 em 21 dias, duas vezes a imunidade caiu e tive que esperar, vivi dias horríveis que só Deus e o chuveiro sabiam, quantas vezes chegava em casa e ia direto tomar banho pra ninguém me ver chorar e pedir à Deus que me ajudasse porque achava que não conseguiria mais suportar, contava os dias pra acabar! Tive que fazer 33 sessões de radioterapia, acordava às 04:00 e não tinha hora pra chegar em casa. Não existia asfalto, foi o ano que mais choveu, muitas vezes tive que voltar porque estava tudo alagado no hospital.Um ano depois vou fazer os exames de rotina e os cistos nos dois ovários estavam enormes, como não podia esperar, por coincidência a internação foi marcada no dia da primeira comunhão da minha filha, pedi ao médico que pelo menos me deixasse vê-la receber Jesus na Eucaristia.
Mais uma vez mudaram os planos e tive que aprender a conviver com a ideia de nunca mais ter filho.Passei bem e logo me recuperei.
Em 2011 como os exames estavam todos bons, o radiologista me deu alta pra fazer a reconstrução, fui fazer um passeio no Rio e consegui ganhar essa bênção no HFL e de brinde uma equipe médica abençoada.Mudei pro Rio por causa dos expansores. Fiz a tão esperada troca de expansores pela prótese e como a pele estava muito queimada das radioterapias deu um trabalhinho, mas no fim deu tudo certo.

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Em sua página pessoal, Clara Cristofore escreveu para seus médicos: Ainda vale uma homenagem com atraso?! Ainda tá faltando gente aí nas fotos … Dr. Kreisky, Dr. Diego Hamilton, Dr. Francisco, Dr. Rodolfo Hartmann, Dr. Carlos Augusto, … mas não podia deixar de mais uma vez dizer a importância que vcs têm em minha história. Pra quem chegou achar que uma reconstrução da mama seria praticamente impossível, o que posso dizer? Faltam palavras pq #Gratidão é pouco. Nunca vou esquecer o que fizeram e ainda fazem por mim. Além de excelentes cirurgiões, vcs são anjos que Deus colocou em meu caminho. O mundo precisa de mais médicos como vcs! Eu sou cuidada pela melhor equipe de cirurgia plástica do mundoooo! #DiaSete #DiaDoCirurgiãoPlástico #DeusAbençoeVcs #EquipeNotaMil #HFL #MyAngels #InstaGratidão #InstaParabéns — com Carlos Magno, Mateus Garcia, Nedda Von Der Schulenburg, Claudio Lemos e Dr. Claudio Lemos

Continuava meu acompanhamento oncológico, exames todos bons e eu contando os dias pra completar os cinco anos e ganhar a tão esperada alta.
Até que chega o abençoado “2013” e pra meu espanto quando refaço os exames e vou pegar o resultado: Nódulos no pulmão e algo estranho na cintilografia óssea.
Não sei nem definir o que senti. Tinha costume de ir sozinha nas consultas porque não gosto que entrem comigo. Perguntei se poderia ser metástase, ouvi aquele sim que chega doer! Perguntei e se fosse qual o tratamento, tornei ouvir o que não queria, a quimio forte. Meu chão parecia ter aberto.O oncologista disse que ia aguardar 2 meses pra repetir, levantei em choque e saí.

Vim pra casa e não podia contar pra minha família, não conseguia. Minhas irmãs grávidas, como eu ia dar uma notícia dessa ? E eu conversando comigo pensando também como eu ia esperar 2 meses pra saber ? Falei com Deus: ” Poxa …agora que consegui reconstruir a mama, passei tanta coisa, vou ter que ficar careca e sentir aquele mal todo outra vez Senhor?” Ele me iluminou de ligar pra perguntar pelo telefone se existia um modo de saber rápido pra secretária do meu onco. O oncologista me passou o PET-CT , até que consegui fazer se passaram os 2 meses e quando refiz a tomografia não deu mais nada no pulmão, porém quando pego o resultado do PET e mostro vem outra bomba: Metástase óssea no ísquio!
Como ainda não tinha falado da gravidade pra minha família, falei que ia internar pra um exame que no caso era a biópsia que seria feita em centro cirúrgico. Fui com muita fé e como já sabia o que tinha que enfrentar estava tranquila.

Deus foi muito bom comigo porque o tratamento era só um sorinho e um comprimido diário. Até que em 2014 quando achava que estava tão bem, me aparece um outro nódulo, vou pegar o resultado dos exames que tenho que fazer sempre pra meu espanto novamente houve uma suspeita metástase agora na coluna e não entregam a R.M. da mama porque a radiologista queria me ver. Pronto! Tive que passar por uma ultrassom e me disseram que a possibilidade do nódulo ser maligno era muito grande.Imagina o susto! Voltei no oncologista e ele deu quase 99% de chance, minha pressão foi em 18/10. Pior ainda…me disse que se a cirurgia fosse feita pelo SUS ia perder a prótese pois lá não tem cirurgião plástico pelo SUS. Nossa nem sei explicar como me senti. falei que precisava conversar com o cirurgião plástico que fez minha reconstrução.

Como Deus não desampara seus filhos, consegui fazer a cirurgia com a mesma equipe e não tinha nada maligno. Foi o melhor presente de natal que podia ganhar! Fiz até uma viagem à Bahia pra comemorar! Novamente chega a época de refazer os exames, estava tão bem que resolvi fazer outra viagem antes de pegar os resultados, cheguei de lá tão feliz até que peguei os exames, dia da consulta e quando entro no consultório o oncologista me pergunta como estou e eu já respondo com um sorriso amarelo de quem já olhou os resultados: “Eu estou bem doutor, os exames que não estão né?” E lá vem o que eu não queria ouvir: “Estão bem piores e vamos ter que trocar o tratamento pelas quimios.” Fui ouvir a opinião da minha outra oncologista que me deu outras alternativas, passei pro doutor, mas quando voltava do Rio orei e pedi à Deus que me iluminasse, chegando na casa da minha irmã o doutor já estava ligando que era melhor fazer as quimios e assim eu fiz. Sabe que me surpreendi ? Fiz a primeira e passei bem. Fiz a segunda, consegui bordar o vestido de baliza da minha filha e como havia desejado porque pedir eu nem peço mais à Deus de tanto que Ele já fez e faz por mim, o cabelo só caiu depois que fiz uma viagem que havia ganho de um anjo para Aparecida do Norte. Só depois de assistir à missa as mechas resolveram se despedir. Tive que voltar de boina pois estava um bolo só.

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Chegando em casa liguei pra minha irmã e mostrei pela vídeo chamada do face, mas eu estava tranquila e sorrindo. Até que meu cunhado veio pra passar a máquina eu já tinha tirado bastante cabelo com a escova. O cabelo não é nada perto da fé! Assim fiz as 12 sessões com muita força e cada dia sentia melhor de poder ajudar outros que estavam começando. Foi tudo tão diferente que da primeira vez não tenho uma foto careca, como a gente amadurece né?

Mudam-se os planos, mudam-se os tratamentos, mas a minha fé só aumenta! As quimios não tiveram o efeito esperado mas valeu a pena cada gota, assim como as picadas de agulhas, internações e tudo que passei e ainda estou passando.
Mesmo que eu tivesse a oportunidade de voltar no tempo e não ter que passar nada disso, se não fosse pra ser quem sou hoje eu não aceitaria.
Antes eu não tinha um terço dos problemas e nem limitações, porém não dava tanto valor ao que realmente importa e nem tinha tanta paz !
O Câncer me fez mudar planos e roubou sonhos, mas me forçou a realmente viver, antes eu só “existia”.
Enfim…estou na luta mas… a VIDA continua…

Clara Cristofore

 

NE: Em 2013, mesmo passando por um sério tratamento de quimioterapia, a guerreira Clara Cristofore disputou o título de Musa do Brasileirão pelo Botafogo, seu time de coração.

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NE: Em julho de 2016, Clara Cristofore realizou um outro grande sonho, saltar de paraquedas e Nícolas de Paula Batista, da Skydiver Resende escreveu:

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Esta é Clara. Há 8 anos ela vem desempenhando uma luta que sem dúvida mudou o rumo de sua história. Pelo que tenho acompanhado nas redes sociais e pelo pouco que converso com Clara, me convenço cada vez mais que nossa jornada é reflexo direto do que fazemos dela. Nossa maneira de encarar as coisas determinará se nossa vida será grande ou pequena, intensa ou morna, se valeu a pena, ou se foi desperdiçada. Continuo cada vez mais convicto que temos que nos entregar aos nossos sonhos. Afinal, não se deve deixar de perseguir uma meta só por ela parecer difícil, distante, demorada; o tempo vai passar de qualquer jeito. Escolhi esta track do Digitalchord Live por mencionar o poema “Invictus”, que serviu de inspiração para Nelson Mandela durante seus anos na prisão: “Dentro da noite que me rodeia, negra como um poço de lado a lado, (…) eu agradeço aos deuses que existem, por minha alma indomável. (…) Eu sou o senhor do meu destino. Eu sou o capitão de minha alma!”

— com Clara Cristofore e Luciano Praxedes em Skydive Resende.

Acompanhe:

NE: Hoje, Clara Cristofore continua determinada em sua batalha contra a doença e participa ativamente de movimentos e atos de conscientização contra o câncer em seu município.

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NE: Sempre que possível, Clara Cristofore viaja para novos lugares, como à cerca de um mês, quando foi conhecer o Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade, Goiás.

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Por necessitar realizar vários exames caros e de alta complexidade, como o PET-CT, que hoje custa cerca de R$3.600,00 está sendo realizada uma Ação entre Amigos, que visa arrecadar fundos para que nossa Claryta possa vencer mais esta batalha.

Veja como participar

Ação entre amigos em prol da amiga @claracristofore na luta pela vida.

Adquirindo um bilhete, no valor de R$ 10,00 para concorrer a:

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Sorteio de uma camisa oficial do Botafogo, autografada por Jefferson ( goleiro do Botafogo )

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No segundo sorteio uma camisa doada pelo lateral campeão de 95, Wilson Goiano.

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No terceiro sorteio, uma camisa doada pelo Jamir campeão de 95 com autógrafos de alguns jogadores que participaram de um jogo beneficente em dezembro.

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Para quem não reside em Porciúncula e quer participar

Você pode adquirir seu bilhete mediante depósito bancário, basta que você envie in box o comprovante, que Claryta lhe enviará a cópia escaneada de seu bilhete.

Pra quem quiser participar por depósito bancário, esses são os dados:
Clara Aparecida Cristofore
Banco do Brasil
Conta corrente
Agência : 2483-x
Conta :18.377-6
Valor de cada bilhete: R $10,00

 

 

Val Oliveira / Blog do Tribuna

 

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