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Coluna do Leitor: Como evitar que a violência seja banalizada?

Olá amigos e amigas, hoje falaremos sobre a onda de violência que ocorre, atualmente, no Rio de Janeiro.

Parece que a violência recrudesceu aqui no Rio. Assaltos a mão armada? Deles, são poucos os que escapam!

Tanto os transeuntes como os motoristas, distraídos nos sinais de trânsito, parecem ser as vítimas preferenciais dos assaltos a mão armada. Os consultórios médicos e dentários também são muito visados e estão sendo vítima desta modalidade de assalto.

Henri Gonçalves
Henri Gonçalves

O roubo de bicicleta ocorre com certa freqüência no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os ladrões, geralmente menores de idade, portando armas brancas (facas, facões, canivetes, etc.), agem livremente e, de vez em quando, matam suas vítimas sem nenhum motivo.

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Em um assalto na Lagoa, um médico foi esfaqueado e morto por um ladrão de bicicletas. Foto: Divulgação

 

Como se não bastasse os transtornos causados pelos arrastões nas praias cariocas, eles, agora, estão ocorrendo também na Linha Vermelha, importante via de acesso ao Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim e a Região Serrana do Estado, com a agravante da ocorrência de tiroteio. Até nos trens do Metrô e da Central do Brasil, os arrastões já ocorreram.

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Nas praias cariocas, bando de jovens, a maioria menores, promovem arrastões. Foto: Divulgação

Mas o assalto a ônibus parece ser o preferido da marginalidade, com a impressionante média de assaltos 40 por dia. Tem muito motorista e cobrador de ônibus sob tratamento médico/psicológico visando se recuperar do trauma.

O confronto entre policiais e bandidos ocorre, diariamente, em diversos pontos do Rio de Janeiro, registrando ferimentos e óbitos em ambos os lados. No meio destes enfrentamentos encontram-se, também, as vítimas de “bala perdida”, que este ano já atingiram mais de 40 pessoas inocentes, geralmente idosos e crianças.

A apreensão de armamento pesado, de uso restrito às Forças Armadas, é feitas diariamente em quantidades absurdas.

Entre as armas apreendidas estão fuzis, encontrados em comunidades de Macaé20140727004807_585
Armas mais modernas e sofisticadas do que as da própria polícia, são encontradas nas operações. Foto: Divulgação

Armas de guerra tais como o fuzil americano AR15, o russo HK44, bazucas, capazes de perfurar e destruir um carro blindado. Fuzis de alta precisão e de grosso calibre, que podem derrubar helicópteros. Uma infinidade de pistolas automáticas e semi-automáticas de vários calibres, revólveres de todos os tipos e tamanhos.

Tal variedade e quantidade de armas apreendidas causam inquietação na população, na medida em que não existe um combate efetivo ao contrabando de armas e drogas em nossas fronteiras.

Material apreendido pela polícia
Armas sofisticadas e grande quantidade de drogas são apreendidas com frequencia pela polícia. Foto: UOL

O que devemos fazer?

  • Criar a Polícia de Fronteira, Portos e Aeroportos para combater o contrabando de armas e drogas, seria uma opção?
  • Criar Leis mais rígidas onde o condenado só terá direito a diminuição da pena ou progressão do regime após cumprir 60% da pena, mediante criteriosa avaliação psiquiátrica e psicológica?
  • Os condenados por crimes hediondos deverão cumprir suas penas integralmente, sem o benefício da redução da mesma?
  • Reduzir a maioridade penal e criminal para 16 anos será que resolve?
  • Tolerância zero com a criminalidade, como ocorreu em Nova Iorque, nos anos 90 adiantaria alguma coisa?
  • Combater os fatores que induzem o indivíduo a criminalidade, oferecendo mais educação e socialização, casa, trabalho, bem estar social e qualidade de vida, antes que ele seja “capturado” pelo crime, pode diminuir a criminalidade no médio e longo prazo?
  • Combater o crime onde ele ocorre, agindo sobre os grupos de risco, tentando erradicá-los, pode e deve ser feito de imediato?
  • Levar à população carcerária programas de reabilitação e de ressocialização, buscando evitar a reincidência de crimes com o firme propósito de reinserção social do apenado. Será que adiantaria alguma coisa?
  • Há dinheiro para colocar em prática tudo isso?

 

Todas estas são questões que devem ser consideradas, muito bem avaliadas e julgadas se devem ou não ser colocadas em prática, visto que os benefícios só poderão ser alcançados a médio e longo prazo.

 

Por hoje é só. Um grande abraço em todos!

Henri Gonçalves

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