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Começa a campanha de vacinação contra a gripe

Começa hoje e vai até 26 de maio a campanha de vacinação contra a gripe (influenza). A meta é imunizar 54,2 milhões de brasileiros 

 Este ano, a novidade da campanha de vacinação contra a gripe é a inclusão dos professores da rede pública e privada no público alvo, com direito a receber a imunização gratuitamente no SUS. A contraindicação é para quem tem alergia severa a ovo.

As estatísticas de óbitos relacionadas à gripe vêm sendo alarmantes desde 2009, quando teve início a epidemia. Apenas em 2016, ano com maior incidência de casos, mais de 2,2 mil brasileiros morreram por problemas relacionados à gripe.
O risco é maior diante da proximidade da temporada de frio, quando o vírus se propaga. Por isso, o Ministério da Saúde definiu públicos prioritários para a campanha deste ano: pessoas com mais de 60 anos, as crianças de 6 meses a 4 anos, os trabalhadores da área de saúde tanto dos serviços públicos quanto dos privados, as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os portadores de doenças crônica e os professores das redes pública e particular.

Esta é a primeira vez que os educadores fazem parte do grupo prioritário. A justificativa é que os professores têm contato com dezenas de alunos diariamente, o que aumenta o risco de contaminação.

Em todo o estado, a meta é imunizar ao menos 90% do público prioritário, percentual acima dos 80% do objetivo traçado no ano passado. Os moradores da capital precisarão ir aos centros de saúde e apresentar o cartão de vacinação e a carteira de identidade ou documento similar. Porém, pessoas acamadas e residentes em casas de repouso podem ser imunizadas nos próprios locais.

Para isso, é necessário um cadastramento, que pode ser feito no site da prefeitura: www.pbh.gov.br. Nesse caso, o interessado ou responsável deve acessar o banner “vacina de gripe/cadastro para acamados” e preencher as informações solicitadas. Outra opção é telefonar para o número (31) 3277-7722. O responsável pelo acamado, se preferir, também pode ir diretamente ao centro de saúde.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), o vírus H1N1 foi responsável por cerca de 90% dos casos registrados no país. Em 2017, contudo, a maior circulação no Brasil está sendo o tipo H3N2. Tanto este quanto o H1N1 são tipos do vírus influenza. Ambos perigosos. Daí a importância de as vacinas serem tri ou quadrivalentes. Estudos mostram que a vacinação correta pode reduzir de 39% a 75% a quantidade de óbitos por complicações causadas pela gripe.

Em 13 de maio, quando a campanha estará prestes a completar um mês, haverá o Dia D de Vacinação contra a Gripe. Objetivo é reforçar a divulgação da campanha.

Em todo o país, 65 mil postos de saúde estarão abertos em 13 de maio.

Veja quem recebe a vacina pelo SUS

  • Crianças de 6 meses a menores que 5 anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias)
  • Gestantes
  • Puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto)
  • Idosos (a partir de 60 anos)
  • Profissionais da saúde
  • Povos indígenas
  • Pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional
  • Portadores de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade
  • Professores de escolas públicas ou privadas

Três subtipos

A vacina disponível no SUS protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no país: A/H1N1; A/H3N2 e influenza B.

Segundo o ministério da Saúde, 60 milhões de doses de vacinas foram adquiridas, das quais 21,1 milhões de doses já foram distribuídas aos estados.

Os grupos prioritários devem se vacinar todos os anos, já que a imunidade contra os vírus cai progressivamente. Além disso, o vírus da gripe passa por mutações frequentes.

 Fontes: EM / G1

 

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