Home » Coluna do Rabugento » De Telê Santana à Felipão – Coluna do Rabugento

De Telê Santana à Felipão – Coluna do Rabugento

 De Telê Santana à Felipão

Rodrigo Santiago
Rodrigo Santiago

Meus 14 assíduos leitores precisam saber a verdade: essa copa começou a ser perdida há mais de 20 anos, e o pior ainda está por vir.

Está muito próximo o dia em que não passaremos nem das eliminatórias, se continuarmos nessa toada. Se não for em 2018, de 2022 não passa.

Volto lá na minha infância pra relembrar os valores que me fizeram gostar de futebol, e chorar apaixonadamente pela seleção: para fazer parte do grupo, era obrigatório ter caráter, disciplina e talento.

Somente os bons de bola tinham oportunidade de estar ali. E mesmo sendo bons, era preciso treinar até a exaustão, todos os dias. Os times de 82 e 86 jogaram bonito, éramos temidos e admirados.

Dirão que Zico e Sócrates não ganharam nenhuma copa. Nelson Rodrigues disse sabiamente: “azar da copa”. Mauro Silva, Dunga, Kleberson e Vampeta ganharam, mas não deixaram saudade alguma.

Era comum lermos que os grandes ídolos eram talhados no suor e na disciplina. Foi assim com Zico, Oscar (basquete), Ayrton Senna, Gustavo Kuerten.

Eis que perdemos 2 copas (como essa geração alemã de agora também perdeu), e descobrimos que estava tudo errado o que fizemos até então, inclusive a copa de 70, por exemplo, que parece termos ganhado por uma fatalidade, né? Pra quem não entendeu, fui irônico agora.

Era preciso implantar o que chamaram de “futebol de resultados”. Vieram Lazaroni, Parreira (2x), Dunga, Mano, alguns outros menos famosos e 2 doses de Felipão, que é a essência daquilo que mais lamentamos existir no futebol e na vida.

Soberba e falta de educação a parte, esse senhor teve uma carreira inteira pautada em ganhar campeonatos à base de botinadas, cusparadas e toda forma de intimidação e anti-jogo. E hoje o que temos é uma seleção formada por brucutus violentos, desonestos, que simulam faltas e contusões o tempo todo, para ganhar tempo ou enganar juízes para tirar algum proveito.

Nenhuma jogada ensaiada, nenhum conhecimento sobre os adversários. Ao invés de preparadores físicos e treinadores de campo, temos psicólogos e cabeleireiros na delegação. Aliás, os cabeleireiros foram os que mais trabalharam durante a copa na Granja Comary.

Por isso tudo, dou graças a Deus por termos perdido de 7. Se tivesse perdido de 1 ou 2, poderia parecer que estávamos no caminho certo, e elegeríamos um vilão qualquer, como já fizemos com Dunga, Ronaldo, Roberto Carlos e Júlio César.

Pra retomar o caminho da decência, não necessariamente o das vitórias, é preciso entender que não pode haver espaço para treinadores como Felipão, Muricy, Mano, Tite e tantos outros renomados que só dão vez aos brucutus. Agora, que comecemos do zero, e aprendamos com os alemães como é que se faz. Pois eles fizeram agora exatamente o que Telê Santana já fazia, há 30 anos atrás. É o tempo que perdemos. E, de uma vez por todas, ganhar não é mais importante do que fazer a coisa certa. Estamos educando nossas crianças, sem perceber, com os valores errados.

Abraços e até a próxima!

Veja também

Barretos F.C. contrata Luciano Mandi para o Paulistão 2016

Luciano Mandi fecha contrato com o Barretos FC e encara o desafio de levar o …

Tombense finaliza campo do CT e projeta Almeidão pronto em janeiro

Presidente do Tombense explica objetivo das obras: “Tornar clube uma potência” O Tombense poderá utilizar …

Tombense marca no último lance e vence Caxias fora de casa

No último lance do jogo, o Tombense aproveitou contra-ataque e Valdo Bacabal recebeu livre, deslocou …

Um comentário