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Exame confirma uma morte por febre maculosa em Varre-Sai

Foi confirmado nesta sexta-feira (06/06) que o óbito de uma, das três pessoas que morreram no município de Varre-Sai, na semana passada, foi devido a bactéria transmissora da febre maculosa. Outras 25 pessoas na cidade com suspeita da patologia esperam resultados de exames. O homem, identificado como Sebastião Badaró, era proprietário de uma chácara na localidade. Muito conceituado no município, sua morte foi muito sentida por todos.
Os três morreram no final do abril [dias 21, 23 e 25], após terem ido pescar no Rio Carangola,na localidade conhecida como Braúna, em Natividade, município vizinho. A Secretaria de Saúde de Varre-Sai ainda aguarda resultados de exames laboratoriais das outras duas mortes. Cerca de 25 pessoas que também frequentaram o local já procuraram, de forma preventiva, a secretaria municipal de Saúde local.
Segundo o Chefe de Gabinete e Sub-secretário de Saúde local, Iago Américo Pirozzi, a prefeitura providenciou imediato transporte para que os munícipes pudessem realizar exames na UPA de Itaperuna. Destes, apenas um paciente, identificado como João Milato, ficou internado por dois dias, mas, segundo apuramos, o mesmo já teve alta e se restabelece em sua casa. A Secretaria de Saúde de Varre-Sai ainda aguarda resultados de exames laboratoriais das outras duas mortes.
Ainda segundo Yago, na mesma semana, a prefeitura, a Secretaria de Saúde e a Vigilância Ambiental organizaram uma grande campanha de esclarecimento junto a população e colégios, com entrega de folhetos e palestras.

Nossa reportagem encontrou o Sr. Jorge, um dos pescadores que costuma frequentar o local. Ele nos contou que o trecho onde ocorreu a contaminação dos pescadores é um local muito frequentado, principalmente nos fins de semana. “ O local tem bons poços de peixe e é comum, principalmente nos fins de semana virem grupos de pessoas pescarem aqui.” Disse ele, que pesca na Braúna há vários anos e nunca tinha ouvido falar em casos de Maculosa naquele local.

O Sr Jorge, acompanhado do enteado de 10 anos e de um amigo de 20, estiveram pescando no local dias antes, mas alegou que nenhum deles chegou a ser picado por carrapatos.

Excesso de capivaras já preocupam autoridades de Saúde
Em todo o Noroeste Fluminense, nas margens dos rios, tem sido constante e cada vez maior, a presença de capivaras, um dos principais hospedeiros do carrapato transmissor da doença. Sem um predador natural e com alimento em abundancia, não só nas margens dos rios, como também em plantações de comunidades ribeirinhas, as capivaras tem se reproduzido de maneira desordenada, colocando em risco a saúde da população, além de causar sérios prejuízos em plantações de pequenos e médios produtores rurais.
Mais um caso suspeito de febre maculosa é investigado no Noroeste
Um homem deu entrada na quinta-feira (29/05), no Hospital Natividade com suspeita de febre maculosa. Segundo os profissionais de saúde que o atenderam, o paciente seria morador próximo da Fazenda Braúna, local suspeito de concentrar o foco dos carrapatos supostamente infectados com a bactéria da febre maculosa. Nas últimas semanas, três pessoas do município vizinho de Varre-Sai, que pescaram na fazenda, morreram com suspeita da doença
Foto Hospital
Outras 24 pessoas na cidade com suspeita da patologia espera resultados de exames. O homem em Natividade, que deu entrada no hospital com sintomas como febre e dor de cabeça, teria afirmado aos profissionais de saúde ter sido picado por um carrapato. Ele foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaperuna para fazer exames complementares.
Uma equipe do Centro Estadual de Entomologia e Zoonoses (CEEZ) está trabalhando nas duas cidades para preparar as equipes das secretarias de Saúde, assim como capturar carrapatos e extrair sangue de animais na área onde possa haver contaminação. O grupo visitou a margem do rio Carangola, próximo à Fazenda Braúna e Bairro Tubiacanga e afirmou que apesar do alerta, muitos pescadores ainda se arriscam na beira do rio.

equipe da Fio Cruz
Equipe da Fio Cruz

No local, técnicos capturaram carrapatos e coletaram amostras de sangue de cavalos, cães e bois. Depois foram ao Bairro Tubiacanga, onde visitaram a casa de uma vítima da febre maculosa que morreu há três anos. Todo o material seguirá ao Centro de Estudos e Pesquisa em Antropozoonoses Máximo da Fonseca Filho – Laboratório Lacen -, que em 15 dias dará o resultado. Após o parecer, os mesmos materiais serão encaminhados à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para nova comprovação.

Coleta de carrapatos
Coleta de carrapatos

Fonte: Ururau/ Fotos: Blog Adilson Ribeiro

 

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