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Falso padre engana comunidade católica em Laje do Muriaé e Porciúncula

Padre Ricardo Nascif, capelão do Exército em Curitiba (PR). Foi com esse falso título, que o falsário Wesley Ricardo da Silva, seu verdadeiro nome, enganou fiéis e sacerdotes da região, ao apresentar uma carteira falsa de ministro religioso.

Tudo teria começado após o falsário ter mantido contato, via redes sociais, com o pároco da Matriz Nossa Senhora da Piedade em Laje do Muriaé, padre Ramyro Armond, quando ao se aproximar a Semana Santa, o falsário teria pedido ao padre se poderia se dirigir à Laje do Muriaé, onde pretendia conhecer a paróquia local e ficar alguns dias, pois estava de folga. Chegando à cidade, o “padre” passou a auxiliar nas celebrações como concelebrante, até que outro sacerdote de Porciúncula, Padre Gilberto Alvim, que esteve na cidade o convidou também para auxilia-lo em sua igreja.

Em Porciúncula, durante a missa na cidade, uma paroquiana tirou uma foto do “padre” visitante e postou na internet, sendo que a imagem foi vista por um padre de São Paulo, que já conhecia o golpe e denunciou a farsa na região. Ao tomar ciência da verdadeira identidade do falsário, Padre Gilberto manteve a serenidade, se comunicou com o padre Ramiro sobre a situação e levou de volta a Laje onde o Padre Ramiro e a polícia já os esperavam.

Levado para a delegacia, “Padre Ricardo Nascif”, admitiu as acusações e alegou ter cursado o seminário por cerca de quatro anos, sendo expulso por indisciplina. Desde então, ele assim se apresenta em paróquias do Brasil. O falsário prestou depoimento e responderá em liberdade. O caso de falsidade ideológica foi registrado neste domingo (20), na 138ª Delegacia de Laje do Muriaé.

Em entrevista ao Blog itaperunense do radialista Adilson Ribeiro, Padre Ramiro declarou que conversava com Wesley pela internet, assim como faz com vários outros padres de diversas partes do Brasil, nestas conversas o falso padre dizia que era Capelão do exército em Curitiba-PR e postava várias fotos suas celebrando missas em várias paróquias, inclusive ao lado do Arcebispo de São Paulo, o falsário que conhece a liturgia católica e seus ritos, cursou Seminário Católico por 4 anos tendo sido expulso por causa de problemas disciplinares, depois de algum tempo conversando com o Padre Ramiro pelo Facebook o falso padre Ricardo, disse ao Padre de Laje do Muriaé que teria uns dias de folga e perguntou se poderia ir conhecer a Paróquia de N.S. da Piedade, Padre Ramiro por uma questão de educação e fraternidade disse que sim, que Wesley poderia vir, chegando a Laje do Muriaé, o falso padre manifestou o desejo de ajudar ao padre Ramiro, que fez questão de dizer que era novo na paróquia e que não poderia permitir que Wesley celebrasse as missas sozinho mas ele poderia ajudar ao Padre Ramiro na co-celebração, e assim foi feito. Com a chegada da Semana Santa um Padre de Porciúncula pediu que o “Padre Ricardo” fosse auxilia-lo nas celebrações daquela semana e foi aí que a farsa foi descoberta, uma paroquiana  de Porciúncula fotografou o falso padre e postou na internet foi quando um padre da cidade de São Paulo sabedor de que Wesley já havia feito isto também por lá, o denunciou ao Padre de Porciúncula que entrou imediatamente em contato com o Padre de Laje do Muriaé, que pediu  para que não alertassem o falsário pois Padre Ramiro iria entrega-lo à Polícia e assim foi feito, quando o falso Padre retornou à Laje a polícia já estava esperando por ele na casa paroquial, ele foi levado para a delegacia onde foi autuado por falsidade ideológica Wesley Ricardo da Costa que tem uma carteira falsa de Padre com o nome de Padre Ricardo Nassif foi liberado após prestar depoimento e deu como endereço fixo para que seja intimado no decorrer do processo que responderá, o de um amigo que segundo ele mora na Mooca em são Paulo, o falso Padre disse na delegacia de Laje, que aplica este golpe porque não tem emprego e faz isto para ter o que comer e assim de diocese em diocese ele  seguia aplicando o golpe e conseguindo comida, abrigo e dinheiro que eventualmente lhe era ofertado.*

  • Fonte: Blog do Adilson Ribeiro e Blog Laje do Muriaé

Em sua página no Facebook, padre Gilberto se pronunciou `a respeito:

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O “PADRE” RICARDO.

Infelizmente fomos enganados por Wesley Ricardo que se passava como padre da arquidiocese de São Paulo. Descobrimos o fato no sábado pela manhã depois que postei algumas fotos tiradas pela Neusa na celebração da sexta-feira da paixão no face do “padre” Ricardo. Um sacerdote da referida arquidiocese entrou em contato com a Neusa por mensagem pedindo a ela que alertasse ao padre da paróquia, pois sem saber este estava acolhendo um falsário. Neusa só conseguiu falar comigo pela manhã de sábado santo. Imediatamente telefonei para Pe. Ramyro de Laje do Muriaé e o alertei pedindo a ele que entrasse em contato com o padre da arquidiocese de São Paulo, pois este havia deixado um número de telefone para maiores esclarecimentos. Pe. Ramyro já havia tentado falar com o ordinariato militar do Brasil (ele dizia também ser capelão militar) e com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, mas por ser sábado santo estava difícil. Conseguiu então falar com o Pe. Márcio Leitão (Arquidiocese de São Paulo) sendo assim informado que não se tratava de padre e sim de um impostor que aplicava golpes em paróquias. Havia enganado bispos e padres. Fomos ingênuos? Não. Apenas parecia ser realmente um padre católico, pois em seu face havia fotos do lado do Cardeal de São Paulo com quem havia concelebrado Missas. Procurei tratá-lo com normalidade sem que ele soubesse que já tinha sido desmascarado por mim e Pe. Ramyro. Almoçou comigo no sábado e depois um paroquiano gentilmente o levou para Laje do Muriaé onde Pe. Ramyro já o aguardava com a polícia. Avisamos ao bispo diocesano que nos orientou a entregá-lo a polícia. O episódio é muito triste para todas as paróquias onde ele passou aplicando golpes, pois nós padres que o acolhemos com fraternidade sacerdotal ficamos decepcionados com este estrago em plena semana santa. E agora fica a pergunta: e as confissões atendidas por ele? Entrei em contato com o Sr. Bispo e este me disse que as pessoas foram ao confessionário com retidão e arrependimento sincero, logo Deus em sua infinita misericórdia acolhe e concede o perdão. Caso alguém que tenha se confessado com ele não se sinta bem pode me procurar que atenderei. Peço perdão a comunidade pelo transtorno causado.

Infelizmente fomos enganados por Wesley Ricardo que se passava como padre da arquidiocese de São Paulo. Descobrimos o fato no sábado pela manhã depois que postei algumas fotos tiradas pela Neusa na celebração da sexta-feira da paixão no face do “padre” Ricardo. Um sacerdote da referida arquidiocese entrou em contato com a Neusa por mensagem pedindo a ela que alertasse ao padre da paróquia, pois sem saber este estava acolhendo um falsário. Neusa só conseguiu falar comigo pela manhã de sábado santo. Imediatamente telefonei para Pe. Ramyro de Laje do Muriaé e o alertei pedindo a ele que entrasse em contato com o padre da arquidiocese de São Paulo, pois este havia deixado um número de telefone para maiores esclarecimentos. Pe. Ramyro já havia tentado falar com o ordinariato militar do Brasil (ele dizia também ser capelão militar) e com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, mas por ser sábado santo estava difícil. Conseguiu então falar com o Pe. Márcio Leitão (Arquidiocese de São Paulo) sendo assim informado que não se tratava de padre e sim de um impostor que aplicava golpes em paróquias. Havia enganado bispos e padres. Fomos ingênuos? Não. Apenas parecia ser realmente um padre católico, pois em seu face havia fotos do lado do Cardeal de São Paulo com quem havia concelebrado Missas. Procurei tratá-lo com normalidade sem que ele soubesse que já tinha sido desmascarado por mim e Pe. Ramyro. Almoçou comigo no sábado e depois um paroquiano gentilmente o levou para Laje do Muriaé onde Pe. Ramyro já o aguardava com a polícia. Avisamos ao bispo diocesano que nos orientou a entregá-lo a polícia. O episódio é muito triste para todas as paróquias onde ele passou aplicando golpes, pois nós padres que o acolhemos com fraternidade sacerdotal ficamos decepcionados com este estrago em plena semana santa. E agora fica a pergunta: e as confissões atendidas por ele? Entrei em contato com o Sr. Bispo e este me disse que as pessoas foram ao confessionário com retidão e arrependimento sincero, logo Deus em sua infinita misericórdia acolhe e concede o perdão. Caso alguém que tenha se confessado com ele não se sinta bem pode me procurar que atenderei. Peço perdão a comunidade pelo transtorno causado.

Padre Gilberto Alvim
Padre Gilberto Alvim, titular da paróquia de Santo Antônio, em Porciúncula

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