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Itaperuna: A repercussão de um flagrante e de um belo gesto

Itaperuna, meio dia. Uma mulher com uma criança no colo sentada na beira da rodovia. De repente, um pequeno gesto de solidariedade que emocionou à todos.
Sexta-feira, sol forte em Itaperuna. Uma jovem sai do trabalho para almoçar. Na beira da estrada, BR 356, vê uma mulher sentada no chão com um bebê no colo. Motoristas passam em velocidade, levantando poeira, indiferentes aos dois seres humanos que se encontram no local.
Sensibilizada com a cena, a jovem se aproxima e pergunta a mulher, o porquê ela estaria sentada no chão, nas margens de uma movimentada rodovia, com um bebê nos braços.
A mulher angustiada conta seu drama. Relata que estava naquele local há mais de uma hora, aguardando um ônibus que a levaria até o bairro onde reside, pois só tinha dinheiro para uma passagem e teria que aguardar naquele local, a única linha de ônibus que passa por ali, mas, com a demora, não aguentando o peso da criança, não teve outra alternativa, se não a de sentar-se no chão à espera do coletivo.
Condoída com a situação, a jovem ajudou a mãe a se levantar e ofereceu-lhe o dinheiro de uma passagem e foi com ela até o centro da cidade, onde teria mais opções de condução.
Nos poucos minutos que conversaram, a mulher contou à jovem, que morava no bairro Matadouro e que estaria levando a pequena filha, que está com pneumonia, em uma unidade da UPA, onde faz tratamento.
Sem perguntarem nem mesmo seus nomes, as duas se despediram, seguindo suas vidas.
Indignada com o descaso das autoridades municipais, a jovem postou um desabafo sobre a situação dos transportes no município de Itaperuna.
Sensibilizado com o gesto da jovem, que é amiga do Blog do Tribuna, republicamos seu desabafo. Qual foi nossa surpresa, o Post foi acessado por mais de 65 mil pessoas, com quase 5 mil curtidas e 586 compartilhamentos.
Centenas de pessoas queriam saber mais detalhes sobre o assunto e quem era a jovem que teve tão belo gesto.
Veja abaixo a postagem com o desabafo da jovem:

flagrante 1

“Itaperuna está uma verdadeira vergonha, hoje saindo do trabalho no meu horário de almoço encontrei essa senhora com a criança sentadas no chão e perguntei se ela estava precisando de alguma coisa e ela me respondeu, não moça é que eu estou muito cansada, acordei cedo para vir na UPA minha filha está com pneumonia e vou ter que vir a semana toda, estou aqui a mas de uma hora e não passou ônibus nenhum para o matadouro o sol está muito quente e ela é pesadinha, eu só tenho dinheiro pra uma passagem por isso eu sentei para esperar estava quase desmaiando já!
Bom ai eu pergunto essa passagem num valor absurdo, só uma empresa que fornece o transporte da cidade e além de tudo não existe lugar para poder esperar tranquilamente! Faça sol ou faça chuva ficamos ali por horas e nada muda!
Resolvi fazer a minha boa ação do dia, paguei a passagem dela até o centro da cidade e olha sinceramente nunca vi cena mais triste uma mãe chorando e agradecendo por uma coisa que só me fez sentir uma pessoa melhor” 💖

Após a publicação de seu desabafo, centenas de pessoas queriam saber mais detalhes sobre o assunto e quem era a jovem que teve tão belo gesto.
Para saber um pouco mais sobre a jovem que emocionou tantas pessoas, o Blog do Tribuna foi procura-la e traz para vocês, quem é e o que faz, Nathálya Peçanha:

natsó
Nathálya Peçanha tem 19 anos, é porciunculense, mas mora e trabalha em Itaperuna, ( União Auto Peças), é evangélica e torce para o Vasco da Gama. Foto: Acervo pessoal.
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Nathálya, com a mãe na foto, vem nos finais de semana para Porciúncula, onde tem sua família. Foto: Arquivo pessoal.

 

 

natfabio
Nathálya e o namorado Fábio Oliveira. Foto: Arquivo Pessoal.

Perguntamos a Nathálya mais detalhes sobre o ocorrido:
Quando você viu aquela jovem senhora sentada no chão com uma criança no colo à beira de uma movimentada rodovia, o que lhe passou pela cabeça?
“Na hora que eu a vi sentada no chão, eu pensei que poderia ter acontecido alguma coisa mais grave, como uma queda ou até mesmo um atropelamento.
Por segurança, antes de me aproximar, eu fotografei a triste cena.

Quando ela lhe contou o que acontecia, qual foi a sua reação?
De início, me deu muita pena quando ela me disse que estava há mais de 1 hora esperando uma condução com a criança nos braços, depois, me veio a indignação com o descaso das autoridades e com a empresa de ônibus.

Em que momento você mais se emocionou com o episódio?
Na hora eu fiquei feliz por poder ajudar um pouco, mas depois, chorei muito, quando lembrei dela levantando do chão e me agradecendo.

Qual o recado você dá para as pessoas que se emocionaram com seu gesto?
Eu acho que não fiz nada demais. A gente não sabe o dia de amanhã. Acho que temos que parar de olhar para o próprio umbigo e ver que existem pessoas, muitas vezes ao nosso próprio lado, que precisam de ajuda.

Val Oliveira /Blog do Tribuna

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