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MORTE ANUNCIADA NO BRASIL… TANTO A F1 QUANTO A GLOBO TÊM CULPA…

leandro

Agora a noite buscando informações sobre F1 me deparei com a noticia de que a Globo só vai passar o Q3 do GP da Alemanha no próximo sábado e com a Coluna do Victor Martins que resolvi repeti-la abaixo e reafirmar que a culpa da TV Globo que conduzia as transmições das corridas de forma equivocada e homissa a detalhes que importante na época de Piquet e Senna, detalhes esses que colocaram as carreiras dos outros pilotos que vieram depois em cheque…

Muito bem. Agora há pouco, o Grande Prêmio publicou a informação de que a Globo só vai passar o Q3 do GP da Alemanha no próximo sábado, repassando ao SporTV o direito/dever de exibir a classificação da décima etapa do Mundial de F1. Os dois canais colocaram em suas grades de programação na internet as respectivas informações. A razão: a baixa audiência. Confiando num instrumento que sempre suscitou dúvidas, hoje a F1 não dá mais do que 10 pontos no Ibope, seja de manhã ou à tarde, na TV aberta. E seguindo a tendência de outros países grandes, a TV paga parece seu encaixe natural.

É o começo do fim, disseram alguns tantos. Sim, é o começo do fim. E quem tem a culpa é tanto a F1 em si quanto a Globo.

A F1 como produto é ultrapassado, indo incrivelmente na mão oposta de sua essência. Se era o pináculo do automobilismo, com inovações aerodinâmicas, desenvolvimentos de plataformas que seriam posteriormente usados nos carros de rua e modelo de competição, as suas regras restritivas e piegas acabaram por transformá-la num espetáculo insosso, que tenta se ambientar a um mundo ecologicamente sustentável. As únicas inovações produzidas pela F1 nos últimos tempos registram o reaproveitamento de energia para geração de potência no motor. Tudo se transformou numa pasteurização que dificilmente conquista novos fãs. E se o mundo está conectado numa grande rede, a internet, a F1 também faz questão de ignorá-la: seu ultrapassado chefe Bernie Ecclestone, com um olho no dinheiro e outro no júri, faz a FOM retirar todo e qualquer rastro de vídeo, impede que se baixe fotos do site oficial e ignora as redes sociais. Natural, então, que perca audiência ano a ano em todos os cantos, até mesmo na Alemanha que acostumou a ver títulos de Vettel e pode ver o de Rosberg.

Isso, por consequência, diminui o fato de não ter brasileiro vencendo ou conquistando um bom resultado. A pole de Massa na Áustria não aumentou o interesse do povo em ver a corrida no dia seguinte. Tem, sim, a ver com o que é oferecido ao público. Tipo ‘Avenida Brasil’. A maioria dos homens que nem liga para novela acabou assistindo: a dinâmica, o roteiro, os atores, o enredo. Na Argentina, ninguém estava nem aí se era uma série brasileira ou se não tinha ator local. Hoje, é muito simples entender o que o consumidor quer: algo bom.

Nesse sentido, a Globo tentou uma última cartada no ano passado. A ideia foi chamar Rubens Barrichello para ser comentarista e abrir a transmissão 20 minutos antes, com um pit-walk do ex-piloto para conversar com os pilotos e demais personagens da F1. O canal tentou se valer de sua suposta popularidade e carisma. Daí, em algumas corridas, tirou da equipe aquele que mais acrescentava em termos de informação, Reginaldo Leme. O negócio não funcionou. Principalmente porque Barrichello não teve preparo algum para exercer sua função. Chega a ser deprimente vê-lo perguntando a Ross Brawn se sentia sua falta ou dar indireta ao não entrevistar Jean Todt na mesma Áustria por relembrar aquele GP de 12 anos atrás. Enquanto repórter/comentarista, o trabalho de Barrichello é nulo, e a Globo deveria ter se tocado também que a dupla com Luciano Burti não funciona. Não há uma preocupação didática, uma produção mais bem feita com termos e acontecimentos ou um debate. É a velha muleta de torcer e distorcer. É por isso que um monte de gente recorre ao computador ou tablet para acompanhar a transmissão da Sky Sports ou da BBC.

A Globo agiu na F1 como ‘Em Família’: tentou intervir para consertar. Não conseguiram remendar, acaba, parte para outra. Tem novela que tem seu fim bem triste. O império, que mal começou, já ruiu.

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