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Opinião: A entrevista do General Eduardo Villas Boas

O Blog do Tribuna traz a opinião do jornalista carioca Wilian Oliveira, sobre a entrevista do General Eduardo Villas Boas concedida a Pedro Bial

A entrevista do General Eduardo Villas Boas, ficou muito longe de ser mais um tsunâmi politico e ficou mais para uma “marolinha”.

Primeiro chamou a atenção ver que na platéia de jovens apenas o ajudante de palco prestou serviço militar.

O jornalista carioca Wilian de Oliveira é o convidado desta edição da “Coluna Opinião”.

Bial visivelmente provocando teve o troco rápido e a altura. Não sei até que ponto isso interferiu na sua performance durante a entrevista. Talvez Bial esqueceu quem era o entrevistado, um general e professor do Exército Brasileiro.

O general desfez a interpretação de Bial sobre o risco de intervenção, atribuido a Mourão, lembrando o contexto da fala de Mourão para não dizer que ensinou Bial a interpretar texto, que evidencia um “ou” na fala de Mourão, para justificar que seria em caso de não se ter soluçãopara a situação do País, atolado em denuncias de corrupção e disputa entre poderes.

O general buscou administrar com sensatez as provocações de Bial e botou moral, elevando o Exército acima das pilantragens políticas e jurídicas que assolam o noticiário todos os dias.

Com civismo o general justificou o Exército lembrando que apenas constitucionalmente deve agir em defesa da Pátria e das Instituições, ou em princípio de caos.

O “Caminho B” que Bial tomou, questionando o Golpe Militar de 64, colocou a bola para o general chutar lembrando que o País com os militares saiu do quadragésimo sétimo para oitavo lugar no mundo, e ainda ressaltou o amadurecimento militar nacional para tranquilizar sobre uma possível aventura com uma nova tomada de poder.

Bial medrou e não prosseguiu como poderia, provocando o general para comentar a Reação e os porões do Pós 64.

Com uma no cravo e outra na ferradura o general confirmou Temer no discurso de preservação da Amazonia na ONU e Lembrou Lula, no paradigma de preservar árvores sem dizimar indigenas.

O general lacrou na questão de Gênero no Exército Brasileiro e mostrou até um certo preconceito de Bial com a instituição.

Sobre o Rio de Janeiro o comandante foi polido e elegante com a policia e esclarecedor sobre o emprego da Força Armada, que veio para preparar a retomada do poder do Estado. O general colocou no colo das autoridades fluminenses o fracasso do combate ao crime organizado que após as ações do Exército nas comunidades não assumiu os morros, e ainda aproveitou para criticar o modelo jurídico brasileiro que protege criminosos e desampara policiais e militares.

Depois de amenidades o assunto voltou a seriedade quando o general falou sobre os riscos do Populismo notadamente se referindo a Maduro, da Venezuela, para mostrar preocupação com a falta de opção ao populismo brasileiro. E Bial não aproveitou para questionar o posicionamento dos militares vendo o Brasil ser invadido pelas populações que fogem dos governos autoritários latinos.

O que Bial não lembrou:
…que outro general, um quatro-estrelas da reserva, Augusto Heleno, que comandou o Exército no Haiti, ontem declarou apoio a Mourão.

As perguntas que faltaram:

Do General… Se Bial serviu a Pátria.
De Bial… Se Lula e o PT ainda assusta os militares.

Minhas impressões gerais…
Bial foi um fiasco, provocador no inicio, preconceituoso no meio e medroso no final.

Wilian Oliveira

 

unidas farma Jose Tannus 2

 

 

 

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