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Presidente do Tombense, sobre suposta injúria racial: “Foi oportunista”

Lane Gaviolle afirma que goleiro do Operário-MT usou caso Aranha para gerar confusão. Dirigente não crê em denúncia por falta de provas e testemunhas

Fonte: Globo.com/G1 Por Bruno Ribeiro Juiz de Fora, MG

Depois da confusão envolvendo a denúncia de injúria racial feita pelo goleiro Igor, do Operário-MT, o presidente do Tombense, Lane Gaviolle se pronunciou sobre o assunto. Após se reunir com a cúpula alvirrubra e de ter acesso à súmula da partida e ao Boletim de Ocorrência, o mandatário, aparentando tranquilidade, disse que vai aguardar a sequência dos acontecimentos e lamentou a postura do atleta do Operário-MT.

– Nós vamos aguardar os fatos. Já vimos a súmula, o B.O. e todos os depoimentos. Não há qualquer prova, seja imagem ou testemunha, que comprove a injúria racial. Lamento muito a situação. Acho que ele pegou o caso do Aranha para causar tudo isso. Ele foi oportunista – disse.

Lane Gaviolle se diz calmo e não acredita que o clube possa ser denunciado pelo STJD com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Mesmo assim, o presidente afirma que já está tomando as medidas de segurança para uma possível notificação por parte da Procuradoria do tribunal. De acordo com Lane, se o clube vier a ser denunciado e punido sem provas, será aberto um precedente para que tudo vá parar no tribunal.

– Estou muito tranquilo, porque não há provas. Mas é lógico que já estamos nos movimentando nos bastidores para alguma novidade. Sinceramente, eu acho que o regulamento precisa ser revisto. O torcedor é quem teria cometido o ato e não o clube. Acho que isso merece uma discussão maior para que os clubes não sejam tão prejudicados – destacou.

Caso o time de Tombos seja denunciado no artigo 243-G do CBJD, o clube estará sujeito a uma multa, que varia de R$ 100 a R$ 100 mil. Além disso, o torcedor que foi identificado pode ser proibido de frequentar praças esportivas de 120 a 360 dias. Confira o que diz o parágrafo primeiro do Código:

§ 1º
Caso a infração prevista neste artigo seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva, esta também será punida com a perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e, na reincidência, com a perda do dobro do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente; caso não haja atribuição de pontos pelo regulamento da competição, a entidade de prática desportiva será excluída da competição, torneio ou equivalente.

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