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Preso Adrianinho, acusado de matar mãe e filha em Campos dos Goytacases

A Polícia Militar prendeu na noite deste domingo(03), por volta das 22h, Adriano Conceição de Lima, o Adrianinho, acusado de matar mãe e filha no assentamento Zumbi 4, em Campelo, próximo à Travessão de Campos. Gilcilene Paes Pereira, de 44 anos, e sua filha, Isabelle Pereira Laurindo, de 10 anos, foram assassinadas em maio deste ano.

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Adrianinho foi  preso próximo a localidade de Praça João Pessoa. Ele estava armado e tentava efetuar um roubo.

Relembre o caso

Gilcilene Paes Pereira, 44 anos, foi espancada e esfaqueada até a morte no quintal de sua casa após sua filha ter sido sequestrada na noite do dia 15 de maio, no assentamento Zumbi dos Palmares 4. Cinco dias após o crime, um trabalhador rural aposentado encontrou o corpo dentro de um pequeno  lago.

Gilcilene Paes Pereira, 44 anos e a filha, Isabelle, de 10 anos,
Gilcilene, 44 anos e a filha, Isabelle, de 10 anos
O corpo da menina de 10 anos foi achado em um pequeno lago
O corpo da menina foi achado em um pequeno lago

Segundo a polícia, Gilcilene, que foi encontrada pelo seu marido, recebeu golpes no rosto e na cabeça e pode ter entrado em luta corporal com o criminoso para tentar salvar a filha.

Revoltados com o duplo homicídio, a casa do suspeito foi incendiada pelos vizinhos das vítimas. Diante de tanta violência, o pai de Isabelle, Ubirajara Pereira, ficou internado em estado de choque.

                                                                Suspeito

Adriano Conceição de Lima morava a cerca de 500 metros do local do crime e foi visto pela última vez pegando ração na casa da vítima. Na residência, também foi encontrada uma sandália, esquecida pelo criminoso. O pai do suspeito foi levado para a 146ª Delegacia de Guarus e reconheceu o calçado do filho.

A polícia esteve duas vezes na casa de Adrianinho, a primeira vez encontrou uma calça, uma camisa, um par de tênis e duas munições calibre 20. As peças de roupa estavam com vestígios de material que pode ser sangue humano. Na segunda vez, os policiais apreenderam um revólver calibre 32 com seis munições e uma garrucha.

Durante 2 meses e meio, a Polícia caçou Adrianinho em diversos locais e era ponto de honra , tanto para a Polícia Militar, como Civil, capturar o acusado.

O acusado do duplo homicídio foi  preso dentro da Escola-Abrigo Pinóquio, situada na praia de Gurirri, na Estrada que liga a sede do município a Barra do Itabapoana. Adriano estava com um revólver calibre 32, com três munições deflagradas e duas intactas e uma faca, e se alimentava na cozinha da escola.

Como aconteceu a prisão
Há duas semanas  funcionários da Escola Pinóquio, uma instituição que abriga crianças carentes de São Francisco de Itabapoana, encontravam a cozinha revirada e davam por falta de alimentos. A polícia foi avisada e suspeitou que o autor do furto poderia ser Adriano, que se escondia em matas durante o dia e roubava alimentos da escola durante a noite. A confirmação ocorreu  na noite deste domingo, quando moradores vizinhos a escola perceberam que a luz da cozinha estava acesa e acionaram a Polícia Militar.

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Quatro equipes da PM de São Francisco chegaram ao local em poucos minutos. Os policiais, inicialmente,  vasculharam o prédio e nada encontraram. Foi quando um deles resolveu verificar um sofá que estava pesado e encontrou Adriano escondido. “Ele estava deitado e encolhido”, disse um policial. Também foi descoberto que Adriano já estudou na escola-abrigo durante a adolescência.

Lucia Maria, que é diretora da escola onde Adriano foi encontrado, falou  que no final da noite de domingo moradores cercaram o prédio da escola ao perceberem que a luz da cozinha estava acesa. Ao perceber que estava cercado, Adriano disparou três vezes para intimidar os moradores. Prova disso foi que o revólver encontrado com ele tinha três munições deflagradas. “A suspeita que tínhamos foi reforçada quando uma moto que ele roubou aqui na escola foi encontrada na casa do pai dele”, revelou Lucia Maria.

Do momento da prisão até a apresentação ao delegado de plantão na 134ª DP/Centro, Adriano permaneceu calado.

Fotos: Saulo Garcez e Filipe Lemos / Campos 24 Horas

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