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UNESCO reconhece capoeira como Patrimônio Cultural da Humanidade

A Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura),reconheceu a capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.Presente na delegação brasileira que defendeu a candidatura da capoeira em na cerimônia da Unesco em Paris, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado ressaltou a cultura como símbolo na identidade brasileira. “A capoeira expressa a história de resistência negra no Brasil. Esse reconhecimento demarca a conscientização sobre o valor da herança cultural africana, que, no passado, foi discriminada.”

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Sadraque Kadara

 

Até a década de 1930, a prática da capoeira era proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta, apropriada pelos “malandros” e marginais. Nesta época, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas, que gostou da manifestação e transformou em esporte nacional. A Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira foram reconhecidos como patrimônio cultural brasileiro pelo Iphan em 2008. Segundo o Instituto, a dança é um dos maiores símbolos da cultura brasileira e é praticada em mais de 160 países, em todos os continentes.

Capoeira: Raízes africanas
A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas.
No Brasil
Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.
Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.
A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.
Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.
O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, foi instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho.

”…a capoeira é nossa estrela guia, nos leva a conhecer outro mundo, abre outras portas, nos faz evoluir como seres humanos, faz com que respeitamos todos e qualquer diferença…”
Aqui em Porciúncula, não é diferente no grupo KADARA de Capoeira. Nós trabalhamos para tirar os jovens das ruas, das drogas e de outras coisas que não levam a nada. Usamos a capoeira como forma de interação e socialização, e isso tudo de graça. Venha nos conhecer.
Por Sadraque Gomes

Alguns flashes de nossa recente apresentação na Praça Raul Veiga, em Porciúncula:

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