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Casos de febre amarela em MG chegam a 712 notificações

Setenta mortes que podem ter sido causadas pela febre amarela em MG também estão sendo investigadas. Minas Gerais já tem 51 municípios atingidos

O número de casos confirmados de febre amarela em Minas Gerais subiu para 109, segundo boletim epidemiológico divulgado hoje (30) pela Secretaria de Saúde do estado. O total de mortes confirmadas pela doença em Minas já chega a 40. Uma das vítimas provavelmente foi infectada no município de Januária, no norte do estado, mas foi diagnosticada e morreu no Distrito Federal.

Ao todo, o estado registrou 712 notificações de suspeitas de febre amarela, em 51 municípios. Além dos 109 confirmados, 19 casos foram descartados. Os demais seguem em análise. Setenta mortes que podem ter sido causadas pela febre amarela também estão sendo investigadas.

São Paulo e Espírito Santo também têm mortes por febre amarela, com três e um caso, respectivamente. Este já é o maior surto de febre amarela no Brasil desde 1980, quando o Ministério da Saúde passou a disponibilizar dados da série histórica. Até então, o ano com o quadro mais grave havia sido 2000, com

Em Minas, o município com a situação mais alarmante é Ladainha, onde 10 mortes por febre amarela foram confirmadas. A cidade tem, ao todo, 19 casos confirmados e 86 em análise. Caratinga, na região do Vale do Rio Doce, também preocupa as autoridades estaduais de saúde. Embora não tenha nenhuma morte por febre amarela, já são 13 casos da doença confirmados e outros 92 em análise.

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Reforço

O governo de Minas anunciou diversas medidas para combater o surto de febre amarela no estado desde que os casos suspeitos começaram a aumentar. No início do mês, o governador Fernando Pimentel anunciou um investimento de R$26 milhões para o combate da doença, além de decretar situação de emergência em saúde pública numa área de abrangência que inclui 152 municípios. A medida permite agilizar processos administrativos para aquisição de insumos e contratação de serviços e funcionários temporários.

A principal ação de enfrentamento à doença é a vacinação da população. O imunizante é oferecido gratuitamente nos postos de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após dez anos. No caso de crianças, o Ministério da Saúde recomenda uma dose aos nove meses e um reforço aos 4 anos.

Até agora, 3,33 milhões de doses da vacina foram distribuídas em todo o estado e 1,55 milhão de pessoas foram vacinadas, a maioria nos municípios afetados pelo surto. Nestas cidades, o horário de funcionamento das unidades de saúde para vacinação foi ampliado, com atendimento inclusive nos finais de semana.

 

A febre amarela no Espírito Santo

O Espírito Santo tem cinco casos confirmados de febre amarela. A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) divulgou nesta segunda-feira (30) que recebeu 41 notificações de casos suspeitos da doença. Duas notificações foram descartadas, cinco confirmadas e 34 continuam em investigação.

A febre amarela em São Paulo

O número de mortes por febre amarela subiu de três para seis casos no estado de São Paulo este ano, informou a Secretaria da Saúde nesta segunda-feira (30). Duas pessoas foram infectadas no interior do estado e quatro adoeceram em viagem a Minas Gerais, segundo a secretaria.

Foram duas mortes no interior, nas cidades de Batatais e Américo Brasiliense, e outras quatro na Grande São Paulo de pessoas que visitaram o estado de Minas Gerais quando foram contaminadas. Há ainda 17 casos em investigação.

A febre amarela no Rio de Janeiro

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No Rio de Janeiro, esses são os 16 municípios que compõe a barreira contra o avanço da febre amarela. Foto: Infográfico MS

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informou que não caso de febre amarela notificada no estado, mas como forma de tentar uma ação de bloqueio da doença, disponibilizou 250 mil doses de vacina a 16 prefeituras do interior do estado em municípios que fazem divisa com os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, onde há circulação do vírus da forma silvestre. .

As doses estão sendo distribuídas aos poucos, de acordo com a capacidade de armazenamento dos municípios, já que não se trata de uma vacina universal. De acordo com o secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr. como não há registros da circulação do vírus da febre amarela no território do Rio de Janeiro, a vacinação não será generalizada.

 A febre amarela

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Causada por um vírus da família Flaviviridae, a febre amarela é uma doença de surtos que atinge, repentinamente, grupos de macacos e humanos. A doença é transmitida em áreas rurais e silvestres pelo mosquito Haemagogus. Em áreas urbanas, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e chikungunya. No entanto, não há registros no Brasil de transmissão da febre amarela em áreas urbanos desde 1942.

 

Fonte: Agência Brasil

 

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